A Fábrica de Nada

DIREÇÃO: Pedro Pinho
Portugal, 2017, 117MIN, DCP
CINEMA SÃO LUIZ · QUI · 09/11 · 16H00

D Pedro Pinho R Tiago Hespanha, Luisa Homem, Leonor Noivo, Pedro Pinho P Tiago Hespanha, Luisa Homem, João Matos, Susana Nobre, Leonor Noivo, Pedro Pinho DF Vasco Viana DA Luisa Homem M José Edgar Feldman, Luisa Homem, Cláudia Rita Oliveira S João Gazua E José Smith Vargas, Carla Galvão, Njamy Sebastião, Joaquim Bichana Martins, Danièle Incalcaterra, Hermínio Amaro, João Santos Lopes, Paulo Vitorino

Sinopse: A fábrica onde uma massa de trabalhadores costumava trabalhar está, de repente, esvaziada. Uma demissão numerosa está prestes a acontecer. Em protesto, o grupo resolve ocupar o espaço. O primeiro longa-metragem de Pedro Pinho, que saiu da Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes com o Prêmio da Crítica, é um ambicioso devaneio coletivo sobre uma fábrica que vira lugar nenhum e os sonhos dos remanescentes. Do ensaio ao musical, do filme político ao gosto pelo delírio, da crônica à fábula, esse é um filme para tempos de reforma trabalhista, sobre o colapso do trabalho e da vida em coletividade.

QUINZENA DOS REALIZADORES - CANNES (PRÊMIO DA CRÍTICA)

A Noite

DIREÇÃO: Edgardo Castro
Argentina, 2016, 135 min, DCP
CINEMA DO MUSEU · QUI · 09/11 · 20H30
CINEMA DO MUSEU · DOM · 12/11 · 18H00

D / R Edgardo Castro P Eduardo Castro, Florencia de Mugica, Agustín Torre PE Florencia de Mugica, Edgardo Castro DF Soledad Rodríguez M Miguel de Zuviría S Gabriel Barredo, Juan Martín Jimena, Guillermo Lombardi E Edgardo Castro, Federico Figari, Paula Ituriza, Luis Leiva, Dolores Guadalupe Olivares

Sinopse: Em filme que virou fenômeno na competição do Bafici, onde mereceu o Prêmio Especial do Júri – e que estranhamente permaneceu inédito no Brasil –, o ator Edgardo Castro é diretor e protagonista de uma imersão profunda na Buenos Aires noturna. O personagem alterna entre pequeno apartamento e um universo de clubes onde encontra reais habitantes da noite portenha, estendendo-se por longas madrugadas em sessões de sexo, hedonismo, conversa e carinho com variados e variadas amantes. Não há sensacionalismo moral no retrato destes encontros, se não um sentido crescente de devoção aos afetos e a uma ternura natural que vai emergindo em belo pacto entre palavras e corpos nus, filmado como algo precioso e raro. Poderia ser aqui.

BAFICI (PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI) / HAMBURGO / BFI - PREMIÈRE BRASILEIRA

As Boas Maneiras

DIREÇÃO: Juliana Rojas, Marco Dutra
Brasil / França, 2017, 135min, DCP
CINEMA SÃO LUIZ · DOM · 05/11 · 21H00
CINEMA DO MUSEU · SEG · 06/11 · 15H40

D / R Juliana Rojas, Marco Dutra P Maria Ionescu, Sara Silveira, Clément Duboin, Frédéric Corvez DF Rui Poças, Antoine Héberlé DA Fernando Zuccolotto M Caetano Gotardo MUS Guilherme Garbato, Gustavo Garbato, Juliana Rojas, Marco Dutra S Gabriela Cunha, Bernardo Uzeda E Isabél Zuaa, Marjorie Estiano, Miguel Lobo, Cida Moreira, Felipe Kenji, Andrea Marquee, Gilda Nomacce

Sinopse: Clara (Isabél Zuaa), moradora da periferia de São Paulo, é contratada para ser babá do filho de Ana (Marjorie Estiano), ainda por nascer. Eventos estranhos, mais e mais recorrentes ao longo da gestação, são somente o princípio de um filme não à toa tido consensualmente pelas críticas brasileira e estrangeira como peça única no cinema de gênero contemporâneo. A São Paulo de Juliana Rojas e Marco Dutra é algo da ordem do fantástico, o horror é com frequência fino e incrível e a realidade do Brasil atual parece, sem esforço, vazar por todos os lados. Imperdível para qualquer um e já incontornável.

FESTIVAL DE LOCARNO (PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI) / PREMIÈRE BRASIL - FESTIVAL DO RIO (MELHOR FILME)

Baronesa

DIREÇÃO: Juliana Antunes
BRA, 2017, 73min, DCP
CINEMA DO MUSEU · DOM · 05/11 · 16H45
CINEMA SÃO LUIZ · DOM · 12/11 · 14H00

D / R Juliana Antunes P Juliana Antunes, Marcella Jacques e Laura Godoy PE Juliana Antunes, Fernanda Brescia, Camila Bahia Braga DF Fernanda de Sena S Marcela Santos M Affonso Uchôa, Rita M. Pestana E Andreia Pereira de Sousa, Leid Ferreia, Felipe Rangel

Sinopse: A atmosfera de violência na periferia de Vila Mariquinhas, Zona Norte de Belo Horizonte, é feita filme no encontro entre Juliana, diretora em seu primeiro longa-metragem, e Andreia, Lidiane e aqueles que estão à sua volta e passam a conviver com a câmera da realizadora. Este cotidiano e estas mulheres são tão comuns como deslumbrantes e não é frequente que um filme seja tão impregnado de vida e de mundo como este aqui. Baronesa é um acontecimento no cinema brasileiro 2017 e, após vencer a Mostra Aurora da Mostra de Cinema de Tiradentes, tem viajado países e colecionado outros prêmios em festivais importantes como o FIC Valdivia (melhor filme) e o FID Marseille (prêmio do público).

AURORA - FESTIVAL DE TIRADENTES (MELHOR FILME) / FIC VALDIVIA (MELHOR FILME) / FID MARSEILLE (PRÊMIO DO PÚBLICO)

Era Uma Vez Brasília

DIREÇÃO: Adirley Queirós
Brasil / Portugal, 2017, 100MIN, DCP
CINEMA SÃO LUIZ · QUA · 08/11 · 21H30
CINEMA DO MUSEU · QUI · 09/11 · 15H00

D / R Adirley Queirós PE Simone Queiroz, Adirley Queirós P Luana Otto, Pablo Peixoto, Andréia Queiróz DF Joana Pimenta M Adirley Queirós, Fred Benevides, Guile Martins DA Denise Vieira S Francisco Craesmeyer E Wellington Abreu, Andreia Vieira, Marquim do Tropa, Franklin Ferreira, Sandra Carla

Sinopse: Em 1959, agente intergaláctico recebe missão de vir do espaço para assassinar o presidente Juscelino Kubitschek, mas sua nave se perde no tempo e ele só aterrissa em 2016, quando está em curso o golpe jurídico-midiático que derrubou a presidenta eleita. Adirley Queirós vira mais uma vez a câmera para Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, e conta dali uma outra história do país. O clima de distopia é inevitável, o presente é um futuro com traços de cyberpunk e os exércitos da resistência serão tão periféricos quanto vão figurar em imagens já únicas no cinema brasileiro, mérito também do visionário trabalho da fotógrafa Joana Pimenta, premiada no Festival de Brasília. Estreou na mostra Signs of Life do Festival de Locarno, onde ganhou menção especial.

SIGNS OF LIFE - FESTIVAL DE LOCARNO (MENÇÃO ESPECIAL) / FESTIVAL DE BRASÍLIA (MELHOR DIREÇÃO)

Jovem Mulher

DIREÇÃO: Léonor Serraille
França / Bélgica, 2017, 97MIN, DCP
CINEMA SÃO LUIZ · SEX · 10/11 · 20H50
CINEMA DO MUSEU · SÁB · 11/11 · 20H30

D / R Léonor Serraille P Sandra da Fonseca DF Émilie Noblet DA Valérie Valéro M Clémence Carré S Anne Dupouy MUS Julie Roué E Laetitia Dosch, Souleymane Seye Ndiaye, Grégoire Monsaingeon, Jean-Christophe Folly, Nathalie Richard

Sinopse: Paula vai a Paris atrás do namorado, mas leva uma porta na cara e termina de coração partido. É preciso então ganhar a vida, conseguir um emprego e um lugar para morar na capital, é preciso descobrir um futuro, mas as coisas não são simples e os métodos de Paula nem sempre são os mais ortodoxos. Trabalho primoroso da atriz Laetitia Dosch através da orientação da diretora Léonor Serraille mediante visão da fotógrafa Emilie Noblet, este primeiro longa da jovem realizadora estreou na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes e saiu com o prêmio de Câmera de Ouro do festival. É tão leve quanto pulsante este olhar de fino cinema sobre mulher jovem em apuros e suas relações com as pessoas e os lugares em volta.

UM CERTO OLHAR - CANNES (CÂMERA DE OURO)

O Gênero

DIREÇÃO: Klim Kozinsky
Rússia, 2017, 61MIN, DCP
CINEMA DO MUSEU · QUA · 08/11 · 16H00
CINEMA SÃO LUIZ · SEX · 10/11 · 17H00

D / M Klim Kozinsky P Boris Yukhananov DF Boris Yukhananov, Vladimir Yashkin

Sinopse: Agosto de 1991. Os fascinantes arquivos em VHS dos ensaios para uma peça de teatro independente encenada por jovens russos durante alguns dias daquele mês. Genre, o espetáculo, punha em cena um estado de coisas com vibe punk, sentimento anti-imperialista, meia dúzia de armas de fogo que apontavam para todos os lados e espírito de iconoclastia. Enquanto isso, o rádio noticiava o início de uma transformação radical na União Soviética, o que o grupo acompanhava apreensivo. Alerta geral, dizem in loco nas imagens, um golpe está em marcha.

DOCLISBOA - PREMIÈRE AMERICANA

O Peixe

DIREÇÃO: Martin Verdet
França / México, 2017, 82MIN, DCP
CINEMA DO MUSEU · QUA · 08/11 · 17H00
CINEMA SÃO LUIZ · sex · 10/11 · 16H00

D / DF Martin Verdet M Catherine Rascon S Izis Puente

Sinopse: Este poderia ser apenas o dia a dia lindamente filmado de uma graciosa família na Cidade do México, a mãe, cheia de preces, e o filho, cheio de delírios e sonhos como tantos de nós. Mas a câmera vai revelando que algo maior que o cotidiano habita o mundo. Uma aranha, uma uva, uma gota, um peixe que por algum motivo se debate no chão do banheiro. Rara aliança entre crônica sobre a vida comum e descoberta fascinante de uma pulsão que segue a cada um de nós para todo lugar e, no cinema, ultrapassa limites da realidade, sem nunca abandoná-la.

DOCLISBOA - PREMIÈRE BRASILEIRA

Que o Verão Nunca Mais Volte

DIREÇÃO: Alexandre Koberidze
Alemanha / Geórgia, 2017, 202MIN, DCP
CINEMA SÃO LUIZ · TER · 07/11 · 19H45

D / R / DF Alexandre Koberidze S Giorgi Koberidze M Alexandre Koberidze E Mate Kevlishvili, Giorgi Bochorishvili

Sinopse: Uma clara história de amor, mas contada como se não fosse. Rapaz georgiano vai à cidade grande para se tornar um dançarino. Ganha uns trocados em lutas de boxe e na prostituição. Se apaixona por um policial, que talvez tenha de partir com o exército. As regras de uma vida filmada são as regras do cinema, e este é na verdade um filme sobre a forma de narrar uma história, sobre cidade e espaço público, sobre a luz e o tempo, sobre a assombração da guerra, liberdade, inesperado humor – e também sobre amor. Descoberto na incrível Semana da Crítica de Berlim, primeiro longa de Koberidze ganhou depois o principal prêmio do FID Marseille.

SEMANA DA CRÍTICA DE BERLIM / FID MARSEILLE (GRANDE PRÊMIO) - PREMIÈRE BRASILEIRA

Verão 1993

DIREÇÃO: Carla Simón
Catalunha / Espanha, 2017, 97MIN, DCP
CINEMA SÃO LUIZ · SEG · 06/11 · 13H30
CINEMA DO MUSEU · QUA · 08/11 · 18H50

D / R Carla Simón P Valérie Delpierre PE Valérie Delpierre, María Zamora DF Santiago Racaj DA Mónica Bernuy, Isona Rigau M Didac Palou, Ana Pfaff MUS Pau Boïgues, Ernest Pipó E Laia Artigas, Paula Robles, Bruna Cusí, David Verdaguer, Fermí Reixach, Montse Sanz

Sinopse: Neste filme lindo que estreou na mostra Generation do Festival de Berlim e saiu com o prêmio de melhor primeiro longa-metragem entre todas as seções contemporâneas, Carla Simón filma história de inspiração autobiográfica sobre menina que perde a mãe para a Aids no início dos anos 1990 e vai morar com a tia e a prima numa casa de campo. Direção precisa vê uma criança mover o cinema como raras vezes e, com o talento de quem filma sem rodeios e com verdade, faz retrato caprichoso da solidão e do luto. O cenário é a Catalunha.

GENERATION - BERLINALE (MELHOR FILME E MELHOR PRIMEIRO FILME) / BAFICI (MELHOR DIREÇÃO)